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Com deficiência permanente, menor casal do mundo toma vacina contra Covid no interior de SP

Publicada em 11/06/21 as 08:58h por G1 Notícias
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 (Foto: Arquivo pessoal/Paulo Gabriel da Silva Barros)
O casal reconhecido desde 2016 pelo Guinness como o menor do mundo tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (10), em Itapeva, interior de São Paulo.

Paulo Gabriel da Silva Barros e Katyucia Barros, de 35 e 32 anos, foram imunizados porque fazem parte do grupo de pessoas com deficiência permanente, que começou a ser vacinado no estado de São Paulo.

Ao G1, Paulinho Gigante, como é conhecido, contou que ele e a esposa são considerados do grupo de risco por causa do nanismo, que além da baixa estatura, acarreta alguns problemas de saúde, segundo ele. Juntos, eles medem 1,81, já que ambos têm menos de um metro cada.

Durante a pandemia, os dois precisaram adaptar a casa onde moram e manter uma rotina de precaução contra a Covid-19. Paulinho contou que tem medo de pegar a doença, inclusive, porque é necessária uma estrutura diferente na UTI para atender pessoas com nanismo.

"Tanto eu quanto a minha esposa, por nós estarmos classificados no grupo de risco, nós deixamos basicamente de viver. A gente não está saindo de casa, a gente está evitando ao máximo de receber familiares. Deus o livre nós pegarmos a Covid. A gente não sabe como essa doença vai reagir no nosso corpo", conta o morador de Itapeva.

Antes de tomar a dose, Paulinho chegou a publicar uma reclamação nas redes sociais porque não estava conseguindo se vacinar contra a Covid-19. Segundo ele, o município estava aplicando o imunizante apenas em pessoas com comorbidades, e não com deficiência permanente.

Apesar disso, a Secretaria de Saúde da cidade informou que segue o Plano Estadual de Imunização e, até esta quarta-feira (9), estava vacinando apenas moradores com deficiência permanente que recebem o benefício de prestação continuada (BPC), o que não é o caso de Paulo e Katyucia.

Nesta quinta-feira (10), o casal recebeu a notícia de que poderia tomar a dose e foi até a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque São Jorge no fim da manhã.

"Nós tomamos a AstraZeneca. Agora vamos tomar a segunda dose em setembro. É 50% de alívio, já saiu metade do peso das nossas costas. E claro que, a partir de agora, como já estávamos tomando todos os cuidados, a gente vai continuar a mesma coisa porque a gente sabe que não é porque você foi vacinado que está 100% imune", garante o morador.



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