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Fibromialgia é mais comum em mulheres Mitos e verdades

A síndrome vai além da dor, incluindo fadiga, ansiedade e depressão. Entenda os desafios do diagnóstico e o manejo multidisciplinar

Publicada em 02/03/2026 as 02:48h por Correio do Povo
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A fibromialgia costuma aparecer nas conversas como “dor no corpo”. Só que, para quem vive a condição, ela raramente vem sozinha. Além da dor crônica persistente, o quadro pode incluir fadiga, alterações do sono, rigidez, queixas cognitivas, ansiedade e oscilações de humor. Não é à toa que descrevem a experiência como cansativa em dois níveis: o físico e o social, já que os sintomas não são visíveis e, por isso, ainda são alvo de desconfiança.

 

Em números, a síndrome é mais comum do que parece. Revisões e estudos de referência apontam prevalência em torno de 2% a 4% na população, dependendo do critério usado e do recorte analisado. Segundo Marcelo Valadares, médico neurocirurgião e pesquisador de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil, as estimativas mais citadas ficam por volta de 2% (em análise baseada em dados populacionais) e podem aparecer em faixas um pouco maiores em materiais de orientação de entidades médicas e do Ministério da Saúde.

 

É verdade que a prevalência é maior em mulheres? De acordo com Valadares, sim. Estudos apontam que sete a nove em cada dez pacientes identificados são do sexo feminino. Ao mesmo tempo, pesquisadores lembram que a proporção muda quando se olha para estudos populacionais com critérios mais recentes, o que sugere influência de vieses de diagnóstico e subnotificação, especialmente entre homens.

Para explicar por que mulheres aparecem mais nas estatísticas, Valadares cita hipóteses em investigação, como flutuações hormonais ligadas à sensibilidade à dor, fatores genéticos e aspectos psicossociais, como estresse crônico, ansiedade e depressão. Ele também menciona o papel de neurotransmissores, como a serotonina, associada à modulação da dor.

Mitos e verdades que atrapalham o cuidado

Verdade: dor é central, mas não é o único sintoma. A fibromialgia é uma condição complexa e pode incluir fadiga, distúrbios do sono, “névoa cerebral” e rigidez, com intensidade variável de pessoa para pessoa.

Mitos e verdades que atrapalham o cuidado

Verdade: dor é central, mas não é o único sintoma. A fibromialgia é uma condição complexa e pode incluir fadiga, distúrbios do sono, “névoa cerebral” e rigidez, com intensidade variável de pessoa para pessoa.

Mitos e verdades que atrapalham o cuidado

Verdade: dor é central, mas não é o único sintoma. A fibromialgia é uma condição complexa e pode incluir fadiga, distúrbios do sono, “névoa cerebral” e rigidez, com intensidade variável de pessoa para pessoa.

 




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