
O contrato de concessão da Ecovias Sul, responsável pelo gerenciamento e operação das rodovias federais BR-116 e BR-392 no Rio Grande do Sul, chegou oficialmente ao fim na madrugada de 4 de março de 2026, após 28 anos de atuação no trecho conhecido como Polo Rodoviário de Pelotas.
O acordo original com a empresa data de 1998, e havia sido prorrogado em 2000 para estender sua validade até 2026. Com o término do contrato, todas as atividades da concessionária — incluindo a cobrança de pedágios e serviços de apoio viário — foram descontinuadas.
A partir das 0h de 4 de março, as praças de pedágio nos trechos de BR-116 e BR-392 foram encerradas, e os motoristas passaram a trafegar sem pagar tarifa nesses pontos. Essa mudança elimina uma das praças de pedágio historicamente consideradas mais caras do Brasil.
Com o fim da Ecovias Sul também chega o fim do serviço 0800 de atendimento emergencial da concessionária. Isso gerou preocupação entre autoridades e usuários, pois muitos dos atendimentos imediatos a acidentes, panes ou intercorrências nas rodovias eram coordenados pela Ecovias.
Agora, em caso de emergências nas estradas:
O apoio deve ser acionado pela Polícia Rodoviária Federal (191)
Atendimento médico e resgates ficam sob responsabilidade dos SAMUs municipais (192)
O Corpo de Bombeiros (193) passa a integrar o atendimento de urgência nas rodovias
Autoridades e representantes de saúde pública já alertaram para a necessidade de maior estrutura nos serviços de emergência rodoviária, devido ao volume de chamadas diárias e à extensão da área das rodovias no Sul do RS.
Com o encerramento da concessão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumiu a responsabilidade pela administração, conservação e manutenção dos trechos da BR-116 e BR-392.
Durante a fase de transição, o Dnit está implementando medidas para garantir a fluidez do tráfego e a continuidade dos serviços, como a redistribuição da circulação para as extremidades das antigas praças de pedágio.
Embora a Ecovias Sul tenha saído definitivamente, o governo federal já iniciou o processo para escolher uma nova concessionária que deve administrar as rodovias nos próximos anos. Um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) foi aprovado para embasar um futuro edital de licitação.
Esse novo processo prevê um modelo de concessão que pode redesenhar:
A forma de cobrança de pedágios
A redução ou redistribuição de praças de cobrança
Investimentos em infraestrutura regional
Representantes políticos locais também comentaram que existe expectativa de que um novo operador seja definido ainda ao longo de 2026, com regras mais alinhadas às necessidades dos usuários.
