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Morre de Covid-19 Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central

Publicada em 14/06/21 as 11:14h por Correio do Povo e Agência Brasil
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 (Foto: BC / Divulgação CP)

O economista e ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni se tornou mais uma vítima da Covid-19. Aos 76 anos, ele não resistiu ao avanço da doença e morreu neste domingo, no Rio de Janeiro.

Langoni estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital CopaStar desde novembro. Natural de Nova Friburgo (RJ), ele deixa deixa a mulher, Cristiana Dutra, dois filhos e quatro netos.

O Banco Central emitiu nota de pesar afirmando que Langoni ajudou a construir a estabilidade econômica do país e zelou pelo papel institucional que cabe aos bancos centrais de todas as economias. “Sempre atualizado, Langoni manteve diálogo constante com as figuras mais proeminentes do cenário econômico brasileiro e global. Ele fez do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas um local de debate livre e vivo sobre os temas econômicos mais candentes da atualidade. O conhecimento de Langoni certamente fará falta no debate econômico”, diz o texto.

Nas redes sociais, sua perda foi lamentada por diversos colegas. “Carlos Langoni foi um grande economista. Publicou em 1970 um estudo pioneiro, que mostrava a relação entre educação, crescimento e a desigualdade no Brasil. Como presidente do Banco Central, deu início ao sistema que geraria mais tarde a taxa Selic”, escreveu Henrique Meirelles, também ex-presidente do Banco Central.

Trajetória

Em 1980, Langoni se tornou o mais jovem presidente do Banco Central. Aos 35 anos, ele assumiu a função no governo do presidente João Figueiredo, o último da ditadura militar, e ocupou o posto até 1983.

O economista foi o primeiro brasileiro a obter doutorado em economia na Universidade de Chicago, um centro de formação de liberais por onde também passou o atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Langoni chegou na instituição em 1970 e foi influenciado pelas teorias monetaristas de Milton Friedman, considerado um dos economistas mais influentes do mundo no século passado.

Como docente, lecionou na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi ainda diretor desta última instituição e implantou o primeiro programa de doutorado em economia do Brasil. Torcedor do Flamengo, ele chegou a compor a direção do clube. Em 2013, foi vice-presidente de reestruturação da dívida do clube na gestão do então presidente Eduardo Bandeira de Mello.




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