
A aproximação do Natal reacende as expectativas do comércio e a preocupação das famílias com os preços de fim de ano. Após semanas de tensão internacional, a decisão do governo Donald Trump de retirar parte das tarifas extras sobre produtos brasileiros trouxe um cenário mais estável do que o inicialmente previsto — e pode ajudar a evitar aumentos expressivos nos preços ao consumidor.
A exclusão de tarifas sobre café, carne e outros produtos agrícolas reduz a pressão sobre a balança comercial e contribui para segurar o dólar. Com o câmbio menos volátil, itens tradicionalmente importados no Natal, como eletrônicos, brinquedos, smartphones e artigos de informática, devem escapar de altas bruscas.
O impacto não elimina totalmente a pressão de preços, mas reduz o risco de um fim de ano “mais caro” por influência direta das medidas americanas.
Lojistas, que vinham trabalhando com cautela desde o anúncio inicial das tarifas, agora apostam em promoções e ações mais agressivas para atrair o consumidor. A expectativa é de que a estabilidade recente incentive compras online e movimentação nos centros comerciais.
Especialistas afirmam que estoques já formados anteriormente, com receio de alta do dólar, devem resultar em descontos maiores na última quinzena de dezembro.
Embora o tarifaço não vá elevar drasticamente os preços de Natal, fatores internos, como juros altos e demanda aquecida por importados, ainda influenciam o bolso do brasileiro. A projeção é de um consumidor mais atento, comparando preços e optando por alternativas nacionais quando possível.
Mesmo assim, a expectativa é de um Natal com bom movimento no varejo, impulsionado pelo 13º salário e pela sensação de alívio após semanas de incerteza.
O que sobe pouco ou permanece estável:
Eletrônicos
Smartphones
Consoles
Itens de informática
Brinquedos importados
O que deve subir:
O conjunto das medidas indica que o impacto do tarifaço de Trump será mais indireto e psicológico do que prático no curto prazo. O cenário deve ser de:
Preços mais estáveis do que o previsto;
Menor pressão cambial;
Forte presença de promoções no comércio;
Consumidor cauteloso, mas ativo;
Expectativa moderada de crescimento das vendas de Natal.
A repercussão do tarifaço criou preocupação, mas a reversão parcial reduziu o clima de instabilidade. A tendência é um consumidor mais cauteloso, mas não retraído.
