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Mundo precisará de quase 30 bilhões de doses de vacinas para acabar com a pandemia

Publicada em 20/05/21 as 11:07h por Redação O Sul
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 (Foto: Reprodução)

Cerca de 28,5 bilhões de doses de vacinas contra a covid-19 serão necessárias para acabar com a pandemia até 2023 e diminuir a propagação de variantes do vírus, segundo um estudo elaborado pela Deutsche Post DHL, uma das maiores empresas de logística do mundo. A pesquisa sugere que entre 10 e 15 bilhões de doses devem ser aplicadas até dezembro e entre 7 e 9 bilhões devem ser distribuídas em 2022 e em 2023.

Até agora, 1,5 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas em todo o mundo, o que destaca o longo caminho que os países têm pela frente para imunizar seus cidadãos. Na avaliação da DHL, se as fabricantes cumprirem as metas de produção neste ano, haverá doses suficientes para garantir a imunidade de rebanho global.

Segundo o estudo, as empresas farmacêuticas disseram que podem produzir 10 bilhões de doses de vacinas já aprovadas pelo menos em um país. Outras 5 bilhões de doses poderão ser disponibilizadas se os imunizantes em fase de testes clínicos receberem aprovação das agências reguladoras ainda em 2021.

O mundo precisará de entre 7 e 9 bilhões de doses extras anualmente para aplicar vacinas de reforço entre os já imunizados, para proteger novos grupos etários, como adolescentes com mais de 12 anos, e para também vacinar aqueles que anteriormente não quiseram receber as vacinas.

No entanto, o estudo destaca que ainda é extremamente incerto se as fabricantes de vacinas poderão aumentar a produção com rapidez suficiente. Também não se sabe quantas doses de reforço serão necessárias para manter a proteção da população em níveis suficientemente altos conforme surgem novas variantes do vírus.

Thomas Ellmann, vice-presidente de Ciências da Vida e Saúde da DHL, disse que, a cada semestre, a capacidade de produção de vacinas está aumentando “drasticamente”. No entanto, ele alertou que a situação pode mudar com rapidez, citando o caso da Índia.

Em meio a uma segunda onda de casos na Índia, provocada em parte por causa do surgimento de uma nova variante do vírus, Ellmann lembrou que o país deixou de exportar vacinas, prejudicando os esforços de distribuição global dos imunizantes em um curto espaço de tempo.




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