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Japão abre dois centros de vacinação para acelerar campanha de imunização contra o coronavírus

Publicada em 24/05/21 as 08:46h por Redação O Sul
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 (Foto: Reprodução)

O Japão abriu nesta segunda-feira (24) os primeiros centros de vacinação contra o coronavírus, com o objetivo de acelerar a campanha de imunização, cuja lentidão é criticada a menos de dois meses do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio (23 de julho a 8 de agosto).

Os dois centros instalados em Tóquio e Osaka (oeste), administrados pelas Forças de Autodefesa do Japão (exército), pretendem vacinar diariamente milhares de pessoas com 65 anos ou mais.

Apenas 2% dos quase 125 milhões de habitantes do Japão receberam até o momento as duas doses da vacina, contra 40% da população dos Estados Unidos. A lentidão, muito criticada, é explicada em parte pelas normas médicas rígidas e trâmites burocráticos, quando parte do país se encontra em estado de emergência para enfrentar a quarta onda de Covid-19.

“Os Jogos Olímpicos poderiam acontecer com mais tranquilidade se isto tivesse sido feito antes e 80 ou 90% da população estivesse vacinada antes do início do evento”, declarou Munemitsu Watanabe, 71 anos, depois receber a primeira dose em Tóquio.

O centro de vacinação de Tóquio deve aplicar quase 10.000 doses diárias e o Osaka 5.000. Os dois locais utilizam a vacina do laboratório Moderna, autorizada desde sexta-feira no Japão.

A vacina da AstraZeneca, igualmente autorizada na sexta-feira, não será aplicada no momento devido aos raros, mas graves, casos de trombose registrados em outros países.

O Japão iniciou em fevereiro a vacinação dos profissionais de saúde e das pessoas com mais de 65 anos com a vacina da Pfizer/BioNTech. O governo espera que estes dois setores da população estejam vacinados até o fim de julho.

O Japão ficou relativamente a salvo da pandemia na comparação com outros países, com apenas 12.000 mortes registradas oficialmente desde o início de 2020. Mas o país registrou nas últimas semanas um aumento de casos de Covid-19 que pressiona o sistema de saúde.

A população é contrária aos Jogos Olímpicos, mas os organizadores insistem que medidas estritas contra a pandemia e a proibição da presença de torcedores procedentes do exterior permitirão um evento com “total segurança”.




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