
A Corregedoria da Brigada Militar afastou quatro policiais militares após um vídeo mostrar um deles atirando em Geovane Matias Maciel, de 19 anos, que já estava algemado e caído no chão. O caso ocorreu em 4 de março, em Bom Jesus, na Serra gaúcha.
Segundo a Polícia Civil, Geovane era passageiro de um carro de aplicativo parado em uma blitz. Os policiais constataram que havia um mandado de prisão contra ele por suspeita de incendiar a casa da ex-companheira. Inicialmente, os PMs registraram que ele foi morto ao reagir com uma faca durante a abordagem.
No entanto, no final de junho, o Ministério Público recebeu de forma anônima um vídeo que mostra Geovane já algemado quando é atingido por dois tiros. A necropsia apontou que ele foi ferido por quatro disparos, sendo dois antes do início da gravação.
O delegado regional Carlos Alberto Defáveri afirmou que o vídeo levou à instauração de um novo inquérito policial que deve ser concluído em 30 dias. As armas dos policiais e os projéteis extraídos no exame de necropsia estão sendo periciados. A Justiça foi comunicada, e a prisão preventiva do policial que aparece atirando foi solicitada.
“Assim que soubemos da gravação, avocamos o Inquérito Policial Militar para a corregedoria e afastamos os quatro policiais. Pedimos buscas nas residências e a prisão preventiva do PM identificado como sendo quem atirou", afirmou o corregedor-geral da Brigada Militar, coronel Vladimir Luís Silva da Rosa.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, mas uma apuração do GDI, o Grupo de Investigação da RBS, mostrou que o PM que atira na vítima é Emerson Brião. Os outros PMs são Bruno Moogen Souza Ramos, Geremias Pezzi Paim e André Remonti.
A defesa de três dos policiais afirmou em nota que eles não efetuaram disparos e que o vídeo mostra apenas um recorte da ocorrência. Segundo os advogados, os agentes estão colaborando com as investigações.
