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Polícia investiga mortes de gêmeas de 6 anos em intervalo de oito dias no RS

Caso aconteceu no município de Igrejinha, no Vale do Paranhana. Crianças morreram nos dias 7 e 15 de outubro

Publicada em 16/10/2024 as 07:33h por Por Ana Capellari, Madu Brito, Pâmela Rubin Matge, RBS TV e g1 RS
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 (Foto: Reprodução)

Gêmeas de seis anos de idade morreram em um intervalo de oito dias no município de Igrejinha, no Vale do Paranhana, a 90 km de Porto Alegre. A Polícia Civil do município investiga as mortes. As crianças são Antonia e Manoela Pereira. Antonia morreu na terça-feira (15) e Manoela no dia 7 de outubro.

 

Segundo a Polícia Civil, foram realizados todos os encaminhamentos periciais necessários e as investigações seguem em andamento para esclarecimento dos fatos.

 

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha, Graciano Ronnau, que atendeu o caso mais recente, Antônia "estava em parada cardiorrespiratória e urinada, os mesmos sintomas da irmã gêmea". Ambas foram socorridas em casa, no loteamento Jasmim, bairro Morada Verde.

 

Ainda conforme Graciano Ronnau, os bombeiros não chegaram a fazer uma análise completa para detectar sinais de violência.

 

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Igrejinha afirmou, em nota, que tomou conhecimento do caso e vai "averiguar se houve, por parte do conselho tutelar, a violação do dever legal de proteger as infantes".

 

 

 

 

 

 

 

Nota do colegiado do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Igrejinha:

 

"O COMUDICA, formado por representantes da sociedade civil e do Executivo, atua constantemente e de forma ativa na defesa dos interesses das crianças e adolescentes e no cumprimento da lei.

 

Informamos que não recebemos denúncias ou relatos de maus tratos envolvendo as gêmeas que faleceram, tampouco recebemos informações de falta de atuação do conselho tutelar ou da rede em acompanhamento deste caso em especifico, que pudesse gerar a abertura de sindicância ou PAD por parte do COMUDICA.

 

Tomamos conhecimento da situação pela imprensa e vamos averiguar se houve, por parte do conselho tutelar, a violação do dever legal de proteger as infantes, nos termos da lei, pois não toleramos qualquer violação de direitos.

 

Nos solidarizamos com a comunidade enlutada pelo falecimento precoce das crianças.

 

Confiamos nos trabalhos da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário, que estão atuando nas investigações pertinentes, e estamos sempre atuando junto com a comunidade para que a lei seja cumprida.

 

COMUDICA




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