
Quando a água começou a subir na madrugada de quarta-feira (18), Dorvalina Lopes precisou trocar a casa em Nova Santa Rita pelo Centro Humanitário de Acolhimento da prefeitura, localizado no bairro Caju. Aos 104 anos, foi guiada pela equipe da Defesa Civil até o abrigo.
Natural de Candelária, no Vale do Rio Pardo, a centenária comenta que cresceu entre enchentes.
"Em Candelária, onde eu morava, tinha arroio, mas nunca foi como aqui", comenta Dorvalina. "Já estou acostumada, mas lá ninguém morreu com enchente", relembra.
No mesmo abrigo onde Dorvalina repousa, Maria Isabel dos Santos Alves tenta entender como tudo aconteceu tão rápido. Esta semana, ela havia conseguido um emprego em uma padaria. Na terça-feira (17) foi o primeiro dia. No entanto, nesta quarta, precisou ir com o marido e o filho ao Centro Humanitário, depois de sair de casa às 3h da manhã, quando a água invadiu a casa da família
“É a segunda enchente que eu passo", lamenta Maria Isabel.
