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Resgatado da enchente no RS, boi que seria sacrificado após fratura na perna recebe prótese, se recupera e é destaque na Expointer

Valente, como foi batizado, era de um produtor rural de Muçum, na Região dos Vales. Ele foi comprado por uma ONG e levado à Universidade de Caxias do Sul, onde passou por cirurgia e tratamento.

Publicada em 30/08/2025 as 05:37h por Por Giovani Grizotti, RBS TV
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 (Foto: Reprodução)

O animal que promete ser uma das estrelas da Expointer não é um campeão da raça e nem passou por provas para merecer o status de vencedor. É um boi de de 450 quilos, resgatado da enchente em Muçum, na Região dos Vales, em setembro de 2023.

 

 

Com uma fita azul e dourada sobre o dorso, Valente será destaque no Desfile dos Campeões da Expointer no dia 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, na cidade de Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A apresentação foi viabilizada pelo vice-governador e médico veterinário Gabriel Souza, sensibilizado pela história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A história de Valente

 

 

Com a subida das águas durante a cheia do Rio Taquari, o animal ficou vários dias desaparecido. Ao ser localizado, sofreu uma queda e fraturou uma das pernas.

 

 

"A gente foi pegar, e ele caiu", lembra a produtora rural Ana Maria Pedretti Baldo.

 

 

A solução seria o abate, disse Ana Maria. Mas, em vez disso, o boi foi adquirido por R$ 2,5 mil pelo Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), que realizava trabalho voluntário na região. O professor e coordenador do curso de medicina veterinária Veterinário da Universidade de Caxias do Sul Leandro Ribas leu uma publicação do GRAD nas redes sociais que relatava o caso e se ofereceu para ajudar.

 

 

"Falei para o pessoal do GRAD 'consigo ir com a equipe a Muçum e realizar uma radiografia no animal para ver o que podemos fazer'", conta o médico veterinário.

 

 

Com o retorno dos exames de imagens, foi diagnosticado que não haveria a reparação da fratura, e a amputação foi sugerida, desde que houvesse a garantia da confecção da prótese, segundo Leandro.

 

 

Mas, antes, para adaptação, o animal recebeu uma prótese provisória, confeccionada a partir de um cano de PVC, que serviu como piloto para o desenvolvimento da prótese final. Uma empresa de Caxias do Sul foi parceira em produzir a versão final do equipamento, bancada pela ONG. O boi fez jus ao nome. Valente teve várias idas e vindas durante o tratamento.

 

 

"Houve momentos em que ele rejeitava a prótese, e a gente recolocava o cano de PVC", lembra o médico veterinário.

 

 

Apesar disso, o animal se adaptou e recebeu a prótese definitiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inspiração

 

 

Para Ederson Barreto, integrante da ONG que salvou Valente, a bravura do animal e o trabalho da equipe da UCS deixou uma lição.

 

 

"Que possam inspirar outros tutores. A história dele é de superação e de inspiração, que mostra a resiliência e resistência de todo trabalho feito com ele", diz Barreto.




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