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Empresa gaúcha projeta R$ 50 bilhões em receita até 2032, com crescimento médio anual de 18,6%

Mesmo diversificando operações para outros estados devido aos riscos climáticos, a empresa deixa claro que o RS continua sendo o coração da operação

Publicada em 05/12/2025 as 18:27h por Redação Rádio Cidade,Bruna Garcia
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Por Claudio Medaglia, de Santa Bárbara do Sul

A 3tentos, com sede em Santa Bárbara do Sul, no Noroeste gaúcho, apresentou ontem suas projeções para o mercado e anunciou um investimento de R$ 1,15 bilhão na aquisição e construção de uma indústria de processamento de milho em Redenção, no Pará. No mesmo evento, a companhia também revelou sua meta estratégica: alcançar R$ 50 bilhões em receita líquida até 2032 — resultado que representaria um crescimento médio anual de 18,6%.

 

Nova planta no Pará

A nova unidade — que compõe o chamado Grão Pará Biocombustível — aguarda aval do Cade e deve entrar em operação no segundo semestre de 2028. Ela terá capacidade para processar 2,1 milhões de toneladas de milho e produzir 935 mil m³ de etanol, além de 587 mil toneladas de DDG e 37 mil toneladas de óleo de milho.

Com essa indústria, a 3tentos ampliará a rede de lojas de insumos e originação de grãos no Pará, com expansão também para Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Hoje, a companhia já move uma estratégia de consolidação nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, onde soma 12 lojas e possui 72 locais de comercialização de insumos.

 

Expansão na produção e na cadeia agroindustrial

Para 2025, a empresa projeta processar 6,9 milhões de toneladas de grãos, alta de 12,7% sobre a safra anterior. A soja segue como principal cultura, estimada em 4,9 milhões de toneladas — avanço de quase 20%.

A produção de DDG deve alcançar 190 mil toneladas, enquanto o etanol somará 298 mil m³. A companhia pretende chegar a 166 mil hectares sob gestão, o dobro do volume atual, impulsionando também sua atuação na indústria da oleaginosas.

O CEO da área industrial, Jufi, destacou que a adaptação da unidade de Ijuí deve elevar a produção anual para 120 milhões de litros, com ampliação para 50 mil hectares de milho na região.

 

Governança, gestão e relação com investidores

Durante o evento 3tentos Day, realizado no Centro Tecnológico da companhia, o presidente de Relações com Investidores, João Marcelo Dumoncel, apresentou as estratégias da empresa para sustentar o crescimento. O diretor de Serviços Financeiros, Luiz Pedro Dumoncel, apontou que o foco segue na mitigação de riscos, estabilidade financeira e condições adequadas de crédito para clientes.

 

Aposta na canola

Entre as novidades, a empresa confirmou que acredita no potencial de crescimento da canola no Brasil. Uma planta piloto já opera em Cruz Alta, com investimentos de R$ 100 milhões. A 3tentos considera esse um passo de regionalização, antes de avançar para internacionalização.

 

Diversificação geográfica

Segundo a direção da companhia, a expansão para o Norte e Centro-Oeste ganha força a partir de 2026. A ideia é reduzir a dependência do Rio Grande do Sul devido às dificuldades climáticas enfrentadas no estado.

“O RS é o coração da empresa e representa mais da metade do nosso faturamento. Mas estamos fortalecendo operações em outros estados, de forma estruturada”, afirmou o chairman Luiz Osório Dumoncel.

 

 

Já João Marcelo Dumoncel concluiu:
“Começamos no RS, chegamos ao MT e agora estamos avançando para outro conjunto de estados. O Brasil tem grande potencial agrícola. Nosso objetivo é crescer de maneira sustentável e estratégica até 2032.”

 

O que isso representa para o RS

A projeção de R$ 50 bilhões em receita e o plano de expansão nacional da 3tentos reforçam o papel estratégico do Rio Grande do Sul como centro de origem, tecnologia e comando do agronegócio brasileiro. Mesmo diversificando operações para outros estados devido aos riscos climáticos, a empresa deixa claro que o RS continua sendo o coração da operação, responsável por mais da metade do faturamento e por concentrar inovação, gestão, governança e as plantas industriais mais consolidadas.
Isso posiciona o estado como base de conhecimento, tecnologia e referência de competitividade na cadeia produtiva nacional.




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