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Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre lidera taxa de efetivação de doação de órgãos no RS em 2025

O resultado representa uma taxa de negativa familiar de apenas 28%, significativamente inferior à média nacional, que gira em torno de 45%

Publicada em 31/01/2026 as 01:08h por Redação O Sul
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Em 2025, o HPS (Hospital de Pronto Socorro) de Porto Alegre efetivou a doação de órgãos em 62% dos potenciais doadores identificados na instituição, alcançando o maior índice proporcional do Estado.

O resultado representa uma taxa de negativa familiar de apenas 28%, significativamente inferior à média nacional, que gira em torno de 45%. Os dados constam em informativo elaborado pela Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos (E-DOT) do hospital.

A instituição ficou em segundo lugar em número de doações na capital gaúcha, com 17 doadores no ano, empatado com o Hospital Cristo Redentor e atrás apenas da Santa Casa, que obteve 21 doadores. No Rio Grande do Sul, o HPS ganhou a terceira colocação entre os hospitais com maior número de doações.

Como resultado do trabalho da equipe, foi obtida a doação de 38 órgãos efetivamente transplantados, além de dez pares de córneas, sete doações de pele e três doadores de tecido ósseo.

“O resultado beneficia inúmeros pacientes em fila de espera para transplante e melhora as possibilidades terapêuticas com o uso de tecidos, oferecendo uma segunda chance de vida e melhorando a qualidade de saúde para esses indivíduos e suas famílias”, avalia a enfermeira Joema Ferrer, da E-DOT.

Entre as novas iniciativas, o HPS começou a captação de tecido ósseo e o uso de membrana amniótica em pacientes com grandes queimaduras, principalmente na pediatria. Realizou, ainda, o primeiro transplante pediátrico no Brasil, em novembro, após a inclusão da técnica no SUS, utilizando a membrana amniótica como “curativo biológico” que acelera a cicatrização e evita infecções.

Para modernizar e simplificar a nomenclatura, a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante passou a se chamar Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos (E-DOT), intensificando o foco no trabalho multiprofissional, sem alterar as atribuições de identificação e captação de órgãos.




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