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Supremo forma unanimidade para manter prisão de Daniel Vorcaro

Agentes cumpriu novos mandatos em três cidades gaúchas e uma em SC.

Publicada em 21/03/2026 as 00:17h por Redação O Sul
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Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou a operação “Gollum II”, com foco em um esquema de lavagem de dinheiro obtido em fraudes envolvendo tratamentos de saúde domiciliar do tipo “home care”.  A ofensiva também busca identificar novos integrantes da organização criminosa.

Foram cumpridos nessa quarta-feira (18) 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Canoas, Esteio (ambos na Região Metropolitana de Porto Alegre) e Passo Fundo (Norte gaúcho), além de Balneário Camboriú (SC). Além disso, a Justiça determinou bloqueios de aproximadamente R$ 12 milhões, referentes a movimentações financeiras irregulares e que constam nas provas reunidas na primeira fase da operação.

Os mandados têm por finalidade recolher documentos, registros contábeis, equipamentos eletrônicos e mídias que possam contribuir para a reconstrução do fluxo financeiro envolvido. Ao todo, 12 novos alvos – nove pessoas físicas e três jurídicas – estão na mira das autoridades, pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

De acordo com o promotor de Justiça Diego Pessi, responsável pela ação no MPRS, a nova etapa decorre da análise aprofundada das provas obtidas anteriormente sobre desvio de recursos públicos destinados ao atendimento domiciliar de saúde em Passo Fundo.

“A investigação financeira e digital apontou fortes indícios de ocultação patrimonial do produto dos crimes de estelionato contra o Estado”, acrescenta.

Para o coordenador estadual do Gaeco, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, “a asfixia financeira e a recuperação de ativos ilícitos constituem uma diretriz institucional do MPRS, executada de forma integrada pela coordenação do GAECO e seus núcleos, como instrumento essencial de enfrentamento ao crime organizado”.

Seu colega Diego Pessi destaca que “essa nova fase da operação mira o mecanismo de lavagem de dinheiro engendrado pela organização, buscando a restituição dos valores desviados do erário”. Também participaram os promotores de Justiça Manoel Figueiredo Antunes e Maristela Schneider.

Ofensiva anterior

A primeira fase da operação foi deflagrada em Passo Fundo no dia 4 de dezembro de 2024, quando o Ministério Público desarticulou um esquema de fraudes no serviço de home care que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde. Na ocasião, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

Conforme a promotoria encerragada, a investigação identificou quatro núcleos criminosos formados por familiares, prestadores de serviços, advogados e colaboradores. O trabalho resultou, em 13 de maio do ano passado, em denúncias contra 23 envolvidos, estabelecendo a base de provas que viabilizou o avanço para a segunda fase da operação.




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