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Duzentos municípios do RS decretam situação de emergência por conta da estiagem

Outras 26 cidades informaram por meio de sistema danos em razão da falta de chuvas

Publicada em 13/01/2022 as 15:09h por Correio do Povo
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Estiagem provoca danos na agricultura do RS  (Foto: Coagrisol / ASCOM / Divulgação / CP)

Os danos provocados pela estiagem têm alcançado altos índices no Rio Grande do Sul. De acordo com a Defesa Civil, 200 municípios gaúchos já decretaram situação de emergência em decorrência do problema. A partir da medida, as cidades estão autorizadas a buscarem ajuda junto aos governos estadual e federal. Outras 26 cidades já informaram por meio de sistema que tiveram contratempos por conta da falta de chuvas, mas ainda não fizeram o decreto. 

 

Em visita a Santo Ângelo nesta quarta-feira para avaliar a situação da estiagem no Estado, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou que chegou ao RS "não para trazer falsas esperanças, mas para ver o que é possível fazer pelo produtor".

 

Segundo ela, o Brasil é um País de proporções continentais, com problemas graves na agropecuária no momento, de características diferentes da seca, como é o caso das inundações na Bahia e em Minas Gerais. "Precisamos pensar em soluções estruturantes", refletiu a ministra, destacando que, especificamente em relação à estiagem, é preciso focar na distribuição de água, com a perfuração de poços e construção de açudes. 

 

 

Ministra durante visita ao RS | Foto: Eduardo Loveira / Fetag / Divulgação / CP

 

As principais entidades representantes da agropecuária no Estado entregaram para a ministra um ofício. No documento, as instituições apontaram que as enormes perdas de produção e os prejuízos econômicos poderiam ser minoradas, caso fosse possível fazer reservação de água no RS. 

 

Elas enfatizaram ainda que em solo gaúcho chove mais que o suficiente ao longo do ano e há tecnologias adequadas para fazer a reservação, mas "falta bom senso, equilíbrio, e responsabilidade ao serem colocadas filigranas jurídicas à frente da tragédia que é a seca para quem depende do campo em seu sustento."

 

Em Alegrete, município na Fronteira-Oeste que já decretou situação de emergência, os produtores mencionaram perdas consideráveis nas lavouras e na pecuária. Eles destacaram também escassez de água nas fontes naturais e nos açudes que abastecem o consumo humano e animal. 

 

O apelo de Melo 

 

Porto Alegre ainda não relatou estragos consideráveis no sistema de danos da Defesa Civil. O prefeito Sebastião Melo (MDB), no entanto, fez um apelo nesta quarta-feira para que a população da Capital economize água. "Nós estamos vivendo um problema sério de água em Porto Alegre e quero reforçar o apelo do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos) no sentido de que as pessoas não lavem calçadas, não lavarem carros e economizar água ao máximo possível. Nos últimos cinco, seis anos, estão com problemas recorrentes de água, principalmente nas regiões da Pitinga, Restinga e Lomba do Pinheiro porque falta tratamento de água no Extremo Sul", alertou. 




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